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segunda-feira, 4 de abril de 2011
Uma bala de menta na boca,
um sorriso forçado, com a camiseta amassada. Sem pensar demais, sem dar explicação. Começo o dia agradecendo, termino ele refletindo. Sobre o que aconteceu, sobre o que podia ter acontecido, palavras não ditas, sentimentos reversos. Sobre as chances perdidas, o que eu preferi não fazer, sobre o que ficou pela metade. As horas parecem não passar, minha cama continua do mesmo jeito, dessarrumada, sem cor. Como a minha vida, uma mistura. A coca cola perdeu o sabor, o calor do Sol nem me incomoda mais. Tô vivendo uma época meio “tanto faz”, entende? Sou à base de emoções, preciso de amor mais do que qualquer outra coisa, sinto falta de modo extremo. Mas quem se importa? Eu só quero ser feliz, guardar as lembranças no fundo da gaveta, e sumir.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
“Se ele te amasse com todas as forças de sua alma por uma vida inteira, ainda assim ele não te amaria tanto quanto eu te amo num único dia.” O Morro dos Ventos Uivantes- Emily Brönte
Isso aqui anda meio abandonado :/ É por que estou sem vontade de falar das coisas, e isso se chama desânimo. Tenho tentado ficar num canto, lendo, ouvindo música e respirando. To sem vontade de acordar todo dia e olhar pro sol. De me olhar no espelho. Com saudades de umas amigas. Queria um abraço bem abraço bem apertado. Mas já vai passar. Vou voltar um pouco mais alegrinha (:
Isso aqui anda meio abandonado :/ É por que estou sem vontade de falar das coisas, e isso se chama desânimo. Tenho tentado ficar num canto, lendo, ouvindo música e respirando. To sem vontade de acordar todo dia e olhar pro sol. De me olhar no espelho. Com saudades de umas amigas. Queria um abraço bem abraço bem apertado. Mas já vai passar. Vou voltar um pouco mais alegrinha (:
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Eu só queria alguém para abraçar.
Escrever, que era a única coisa que servia pra fazer os meus dias mais normais, já se tornou ridículo. Escrever sobre ele, de novo? Falar de como eu sorrio invotuntariamente quando penso em você? Acho que não. Vou parar de culpar o amor pelo o que acontece comigo. O amor é perfeito, o problema é sempre quem a gente ama. Ou quem não ama a gente. Eu estou bem, acreditem. Sorvete de chocolate vai resolver tudo.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Inspiração e Borboletas
A chuva fina causa um efeito fosco nesse amanhecer de quarta, e por mais alguns instantes acredito que este manto opaco é o que me separa daquilo que nunca vi mas sempre posso sentir. A inspiração está sempre “logo ali”, e como nos sonhos em que corremos em direção a algo alcançável, ela aguarda ser concebida. Ela é como uma sutil borboleta em seu jardim, que se equilibra na pétala de uma rosa e passa a acompanhar seu rítmico balanço com a brisa. Você a viu de repente, como um borrão. Quem diria que uma borboleta poderia cortar seus pensamentos para apenas apreciar sua presença? Então você chega cada vez mais perto, com medo de tocá-la e com medo de que ela voe para longe, e com um brusco piscar de olhos indevido, ela voa para longe; logo você está novamente sozinho: sem pensamentos, sem borboleta. Sempre estou com ideias - algumas ruins, porém ideias. Todos têm ideias - algumas vezes iguais, lamento dizer -, mas é a inspiração que nos diferencia, porque ela está diretamente ligado à nossa vida em particular, à nossa visão de mundo e em como achamos que somos visto pelo mundo, e tudo isso transpira um ar de individualidade inigualável. Isso tudo te faz único. Eu realmente não sei como atingir a inspiração. Às vezes me deleito em demasiadas obras artísticas: as ideias sempre vêm, mas nada de inspiração. Agora a chuva cai, e esse texto me parece lógico. Sinceramente, acho que a inspiração é um dom, e costuma visitar os menos ambiciosos com o seu encontro. Ela te pega desprevenido, e isso fascina ainda mais. Em cada texto que finalizo, vejo a inspiração sorrindo em uma imagem imóvel, um tanto que imutável, e depois de certo tempo, seu sorriso já me parece comum e, pior, estranho. Olho meu reflexo no espelho e dou um sorriso. Agora percebo que o que vejo de mim é apenas um reflexo de um momento que eu “queria” me ver. Uma realidade mascarada, momentânea e modelada. Nunca poderei me ver. E assim é a relação da minha inspiração com o texto. Posso vê-la nessas palavras, no passar de cada linha. Se uma borboleta ousar a voltar a pousar em outro objeto em meu jardim, irei abaixar a cabeça e rir baixo. Nada de tentativas de contato: apenas um sorriso ao longe. Com um sussurro tímido, digo: “Bem-vinda ao meu mundo”. E isso deve bastar para uma nova visita.
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Desvaneio
Dia após dia, tudo igual. Vida monótona, cansativa, sempre a mesma coisa. Eu com meus mesmos defeitos e qualidades, erros e acertos, minhas manias estranhas… Tudo sempre igual. Parece que sou sempre a mesma pessoa que era ontem, mas não reconheço aquela que era há 1 ano atrás.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
A primeira palavra.
Se existe alguma coisa que me motiva a sempre sair na rua e mandar esses sinais sem destinatário, é o fato de eu acreditar nas coincidências absurdas que se escondem por detrás de todas essas esquinas. De alguma forma, lá no fundo, eu sei que vou tropeçar em ti, mais cedo ou mais tarde. Sei que não vai haver distração capaz de tirar o teu olhar do caminho do meu. Algo vai acontecer, e os nossos sinais vão se coincidir, vamos colidir de forma tão violenta que a nossa vibração vai ser uma só. Vamos ressonar, pra todo mundo ouvir e voltar a acreditar que as “melhores pessoas do mundo”, de fato, existem. Aí eu virei aqui pra contar que o destino realmente existe, e que muitas das nossas melhores histórias são escritas a quatro mãos, de olhos fechados, e sem revisão ortográfica. Quando eu digo que o futuro é agora, quero dizer que o final dessa história depende do começo, da primeira linha, da primeira palavra.
Amanhã começam minhas aulas e eu estou super ansiosa *-*
Amanhã começam minhas aulas e eu estou super ansiosa *-*
Larissa Mattos.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Tédio
Começando as 6:40, sem nenhuma pausa e sem hora pra acabar.
Dias assim desgastam qualquer um.
Pelo menos a decepção foi pouca.
Pelo menos eu finalmente descobri o quão eu sou ridícula.
Cansei. De tudo e de todos.
Mentira.
Só cansei de mim mesma, na realidade.
Não importa o quão ruim eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã.
Dias assim desgastam qualquer um.
Pelo menos a decepção foi pouca.
Pelo menos eu finalmente descobri o quão eu sou ridícula.
Cansei. De tudo e de todos.
Mentira.
Só cansei de mim mesma, na realidade.
Não importa o quão ruim eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã.
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