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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Agora ou nunca.

Hoje acordei inteira. Migalhas? Pedaços? Não, obrigada. Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto dos extremos. Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente. Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Não sei sentir em doses homeopáticas. Sempre fui daquelas que falam “eu te amo” primeiro. Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. Sempre dei a cara à tapa. Sempre preferi o certo ao duvidoso. Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte.
Larissa Mattos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Uma bala de menta na boca,

um sorriso forçado, com a camiseta amassada. Sem pensar demais, sem dar explicação. Começo o dia agradecendo, termino ele refletindo. Sobre o que aconteceu, sobre o que podia ter acontecido, palavras não ditas, sentimentos reversos. Sobre as chances perdidas, o que eu preferi não fazer, sobre o que ficou pela metade. As horas parecem não passar, minha cama continua do mesmo jeito, dessarrumada, sem cor. Como a minha vida, uma mistura. A coca cola perdeu o sabor, o calor do Sol nem me incomoda mais. Tô vivendo uma época meio “tanto faz”, entende? Sou à base de emoções, preciso de amor mais do que qualquer outra coisa, sinto falta de modo extremo. Mas quem se importa? Eu só quero ser feliz, guardar as lembranças no fundo da gaveta, e sumir.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

“Se ele te amasse com todas as forças de sua alma por uma vida inteira, ainda assim ele não te amaria tanto quanto eu te amo num único dia.”   O Morro dos Ventos Uivantes- Emily Brönte
Isso aqui anda meio abandonado :/ É por que estou sem vontade de falar das coisas, e isso se chama desânimo. Tenho tentado ficar num canto, lendo, ouvindo música e respirando. To sem vontade de acordar todo dia e olhar pro sol. De me olhar no espelho. Com saudades de umas amigas. Queria um abraço bem abraço bem apertado. Mas já vai passar. Vou voltar um pouco mais alegrinha (:

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Inspiração e Borboletas


A chuva fina causa um efeito fosco nesse amanhecer de quarta, e por mais alguns instantes acredito que este manto opaco é o que me separa daquilo que nunca vi mas sempre posso sentir. A inspiração está sempre “logo ali”, e como nos sonhos em que corremos em direção a algo alcançável, ela aguarda ser concebida. Ela é como uma sutil borboleta em seu jardim, que se equilibra na pétala de uma rosa e passa a acompanhar seu rítmico balanço com a brisa. Você a viu de repente, como um borrão. Quem diria que uma borboleta poderia cortar seus pensamentos para apenas apreciar sua presença? Então você chega cada vez mais perto, com medo de tocá-la e com medo de que ela voe para longe, e com um brusco piscar de olhos indevido, ela voa para longe; logo você está novamente sozinho: sem pensamentos, sem borboleta. Sempre estou com ideias - algumas ruins, porém ideias. Todos têm ideias - algumas vezes iguais, lamento dizer -, mas é a inspiração que nos diferencia, porque ela está diretamente ligado à nossa vida em particular, à nossa visão de mundo e em como achamos que somos visto pelo mundo, e tudo isso transpira um ar de individualidade inigualável. Isso tudo te faz único. Eu realmente não sei como atingir a inspiração. Às vezes me deleito em demasiadas obras artísticas: as ideias sempre vêm, mas nada de inspiração. Agora a chuva cai, e esse texto me parece lógico. Sinceramente, acho que a inspiração é um dom, e costuma visitar os menos ambiciosos com o seu encontro. Ela te pega desprevenido, e isso fascina ainda mais. Em cada texto que finalizo, vejo a inspiração sorrindo em uma imagem imóvel, um tanto que imutável, e depois de certo tempo, seu sorriso já me parece comum e, pior, estranho. Olho meu reflexo no espelho e dou um sorriso. Agora percebo que o que vejo de mim é apenas um reflexo de um momento que eu “queria” me ver. Uma realidade mascarada, momentânea e modelada. Nunca poderei me ver. E assim é a relação da minha inspiração com o texto. Posso vê-la nessas palavras, no passar de cada linha. Se uma borboleta ousar a voltar a pousar em outro objeto em meu jardim, irei abaixar a cabeça e rir baixo. Nada de tentativas de contato: apenas um sorriso ao longe. Com um sussurro tímido, digo: “Bem-vinda ao meu mundo”. E isso deve bastar para uma nova visita.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

foi tudo o que vivi, que me fez assim.

E hoje vejo o vento vazio e gelado penetrando sobre minha pele. Causando uma espécie de leveza em minha alma. As árvores se balançam vorazmente, hora parecendo felizes, hora tristes, hora furiosas. E me vem na cabeça cada lembrança do meu passado. Vejo que tudo valeu a pena. “Pena?” palavra errada. Mesmo vendo que cada coisa que passou foi boa, e outras coisas ruins. Não me arrependo de nada do que fiz, e sim do que deixei de fazer. E hoje, o brilho do sol, o balanço das árvores poderiam não ter me dito nada. O vento gelado poderia ter feito eu fechar a janela rapidamente. Mas eu fiquei ali, parada, observando. E quando fechei os olhos imaginei cada momento que vivi, e pude ouvir um universo inteiro vibrando à meu favor. E só uma palavra pulsava em minha mente: Continue.
L. Nogara

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Desvaneio

Dia após dia, tudo igual. Vida monótona, cansativa, sempre a mesma coisa. Eu com meus mesmos defeitos e qualidades, erros e acertos, minhas manias estranhas… Tudo sempre igual. Parece que sou sempre a mesma pessoa que era ontem, mas não reconheço aquela que era há 1 ano atrás.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

nada acaba sendo em vão, isso sim faz sentido.

Porque são nesses momentos sozinha que eu encontro o meu eu, a minha força e garra para correr atrás dos meus sonhos, não é que eu acredite q para ser quem se é verdadeiramente precisa-se de força e garra, mas para encarar os nossos mais terríveis medos. Acho que a vida é um desses medos, ela é tão imprevísivel e assustadora, mas ao mesmo tempo tão bonita. Como um pesadelo que não desejamos acordar, é sonhar que o garoto dos seus sonhos está dizendo que te ama no último segundo da sua vida. Ele sabe que não vão ter mais muito tempo, mas mesmo assim ele te abraça. É como se nada fizesse sentido na vida, mas faz, nada acaba sendo em vão, isso sim faz sentido.
Larissa Mattos.

domingo, 26 de dezembro de 2010

(:

Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz.
Tati B.

domingo, 7 de novembro de 2010

Essa vida viu.

Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora to, ó, ta vendo? De pedra. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela, todo mundo só abusava dela . Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma. Já era. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no peito. Ouviu o barulho de granito? Quebrou o braço? Desculpa.

ps. Meninas desculpas por estar sumida, to sem net e postando do cel :x quando a net voltar eu respodo os coments :) e coloco uma foto no post. Beijos, amo vocês, Larissa Mattos.